segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A espera

Indo embora para te libertar
Indo embora para me salvar
Indo embora para te deixar pensar
Indo embora para poder respirar

O silêncio que machuca meu coração
A indiferença que me jogou para longe
A vontade de correr mais uma vez para perto
A certeza de que não posso mais fazer isso.

A espera de uma notícia
A espera para ouvir uma voz
A espera de uma mensagem
A espera do amor.

Aline Calamara.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Através do espelho


Foi numa tarde sem grandes expectativas que ela percebeu.
Notou que precisava saber quem era e o que queria de novo.
Olhou-se no espelho e não reconheceu aquela pessoa que ali estava.
Ela havia lutado muito por algo que agora já não tinha mais sentido.
Ela agora queria lutar por algo melhor. Trazer ela mesma de volta.
Resolveu lutar por si mesma e pela pessoa que havia sido um dia.
Foi então que ela sorriu.
Aline Calamara.

"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma".
Alice no país das Maravilhas,
Lewis Carroll,1864.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Momento menina prendada

Sou jornalista, mas sempre fui apaixonada por decoração. Compro revistas especializadas e volta e meia tento alguma experiência em casa. Eu corto, pinto, tento, tento, tento e quando consigo, faço dancinha da vitória no final (escondida, é claro rs). Aproveitei um momento de folga e que estava precisando ocupar a mente para por mãos à obra. Separei dois caixotes de feira para fazer um espaço fofo para livros. Tirei algumas fotos e dou o passo à passo abaixo:

Primeiro comprei uma lixa para madeira e passei bem forte em todo o caixote. 

Depois de lixar, é só pegar uma tinta da cor que preferir e pintar o caixote. Tinta, pincel, um vinhozinho para acompanhar e pronto! Já posso fazer a dancinha da vitória. 

Agora é só escolher como usar seu caixote na decoração da sua casa!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Me atirando sem ter medo

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.


Luís Fernando Veríssimo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fechando a porta

Ela só conseguiu perceber o que estava acontecendo de verdade, quando ouviu ele dizer que ela devia ir embora da sua vida novo. Passou as mãos no cabelo (como era de costume) e perdeu o chão. Não imaginava que ele fosse fazer aquilo mais uma vez.  Foi então que começou a chorar. Não por ser rejeitada, mas por não poder mais amar aquele homem que ela desejava tanto. Por não poder mais falar com ele pela manhã e a noite antes de dormir. Por não saber como será sua vida daqui para frente. Por não fazer mais parte do mundo que ele habitava. Sua garganta secou, seus olhos já não enxergavam mais e seu coração parecia ter sido esmagado. Antes que ele partisse, ela tentou ficar ao lado dele o maior tempo possível, segurou seus braços, passou as mãos em suas costas e em seu rosto. Não tentou beijá-lo, pois sabia que ele não deixaria. Quando viu que não conseguiria mais protelar a despedida, ela se levantou e fez o que ele mandou. Ela foi embora da vida dele para sempre.  Ela sabia que ao fechar aquela porta pela última vez, ela teria que sobreviver para abrir outras no futuro.