segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Em 2011

Em 2011 eu fui feliz, fui triste, tive esperanças, me decepcionei, sonhei, realizei, planejei, desisti, me desesperei, amei, chorei, me apaixonei perdidamente, me despedi de pessoas queridas, ganhei amigos maravilhosos, achei que tudo iria dar errado e depois vi que tudo poderia dar certo, descobri que sou mais forte do que imagino, percebi que paixões sempre são boas mesmo que não durem para sempre, vi que o amor é mais forte do que qualquer sentimento negativo, ajudei muitas pessoas e recebi ajuda de volta, aprendi me levantar sozinha e entendi que as vezes é necessário cair para ficar mais forte. Me despeço desse ano com alguns arranhões, mas com muito mais certeza de que há mais coisas para sorrir do que para chorar e que de um jeito ou de outro tudo sempre acaba se encaixando e voltando para o lugar certo.

Um comentário:

  1. Em 2011 você encerrou a leitura de mais um capítulo de sua vida, o qual lê ao mesmo tempo em que vive. Quem nunca arrumou para si arranhões mesmo sabendo que o tipo de brincadeira que aceitou entrar poderia lhe render isso? Feridas e arranhões cicatrizam. Umas levam mais tempo, outra menos. Mas cicatrizam. O problema é quando resolvemos mexer no local e retardar a cura local. Ao se questionar sobre o que era o Homem, Spinoza concluiu que se trata de um ser que "persiste na existência".
    Então querida Aline, nunca (a vida - as emoções e sentimentos), nunca se trata de uma queda. Mas da constante e eterna luta contra a gravidade das coisas enquanto vivemos. Eu te vi muito triste e fui ferido por sua tristeza. Me cicatrizei fazendo tudo o que pude para te ajudar em seu reencontro com a paz interior. Todos que te amam devem ter feito o mesmo, mas o principal sempre esteve em suas mãos e em seu coração (minha opinião? o coração não mente, mentem para ele. Daí o problema de difícil (re)conhecimento e resolução).

    Cuide-se bem Poesia Viva
    "O Espectro"

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