sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A vida não te espera

Algumas mortes que ocorreram nos últimos meses e em especial a desta semana ( candidato Eduardo Campos) fizeram muita gente se lembrar da fragilidade da vida. Eu nunca precisei da morte para me lembrar de viver. Amo viajar, dançar, choro quando tenho vontade, amo até o último fio do cabelo, grito, abraço bem forte e vou embora quando não quero mais ficar. Já fui chamada de maluca. Mas acho que a vida é curta demais para ser normal. Você tem médico na próxima semana, vai tomar chopp com seus amigos na sexta, tem que pagar o plano de saúde na segunda, comprar um sapato novo, ir numa entrevista de emprego, afinal você não vai morrer tão cedo né? Você aí cheio de planos, esperando o momento certo. O momento certo de trocar de emprego, cortar o cabelo, fazer uma tatuagem, dizer eu te amo para quem você sente saudade, fazer aquela viagem dos sonhos, ou mesmo se livrar de quem te faz mal. A hora certa de fazer as pazes, pegar o telefone e pedir desculpas pelas mágoas que causou (não vale e-mail), ter filhos, usar uma roupa que nunca teve coragem e parar de se preocupar com a opinião alheia. Mas você não vai fazer isso agora. Você vai fazer isso depois, afinal, você não vai morrer tão cedo. Você tá aí, fazendo planos pra vida, enquanto ela acontece e não te espera.